2003-05-29

Só Jesus Cristo Salva
E só Baygon Mata Tudo.
Camisetas com propagandas e dizeres como estes estarão proibidos pela FIFA, assim como quaisquer outro tipo de mensagens, a partir de 1 de julho de 2003. Depois de um puta golaço, não veremos mais aquele brochante retrato do filhinho do jogador ou uma filipeta de Cristo revelados sob a camisa de nossos times. Deu na globo, o último bastião católico dos raios catódicos.

2003-05-24

Ontem passei, na minha tv, pela GNT ou Multishow. Meu Dois. Era o tal saia-justa, com a Rita Lee, uma atriz da Globo, uma rep?rter e uma figura meio estranha, que parece um clone da rep?rter. N?o-sei-o-que Young. S? que mais nova e mais cheirada. Que merda, este é o programa que devem assistir aquelas peruas que andam pela cidade dirigindo enquanto falam no celular, furando farol e buzinando para quem respeita faixa de segurança. A conversa exalava um tipo de sexismo que me lembrou aqueles caras que ficavam, nos sessenta e setenta, (uns ainda ficam) bebendo cerveja nos botecos, contando bravatas e falando "a?, gostosa" e "Tes?o" para as meninas que passavam. Desde quando, em pleno século XXI, mulher precisa desse tipo de teatro para se afirmar? H? um tipo de efeito colateral do movimento feminista, que eu j? havia notado, mas n?o sabia que tinha até programa na TV. O feminismo do B. Algo assim como: "j? sofremos muito agora vamos detonar" ; "falavam que mulher n?o sabia dirigir, né? Ent?o sai da frente que eu atropelo mesmo, falô?".
Que des-serviço.
P.S.: para n?o dizerem que n?o dou nome aos "bois": Mônica Waldvogel, Rita Lee, Marisa Orth e Fernanda Young.

2003-05-17

E não perca a nova sessão de Horóscopo, na coluna da esquerda.
(Sempre na linha "construtiva" do Doisteajunte)
A fonte foi a incansável jornalista Terezinha de Jesus.

2003-05-13

Aquele Angeli da hora, para os leitores fora de São Paulo (e do Brasil)

2003-05-12

Aliás...

Americana mata dois filhos "porque Deus mandou"

2003-05-09

No primeiro ou segundo dia, todos nós apontávamos para nossos países. No terceiro ou no quarto dia, estávamos apontando para nossos continentes. No quinto dia, só percebíamos uma única Terra.
Príncipe sultão Bin Salmon Al-saud, astronauta árabe.

2003-05-04

Como homenagem ao dia das mães, uma história verídica de minha mãe:

Exame de auto-escola.

Minha mãe chegou outro dia em casa com a famosa pergunta:
- Você acha que eu estou errada?
- Que foi mãe?
- Seu irmão, o Luizinho, falou que eu sou louca.
(Meu irmão, o Luiz, era na época aquela mistura improvável e paradoxal de rockeiro com corte de cabelo de reco, só encontrada em países em que o serviço militar é obrigatório.).
- Sei.
- Ontem eu fui levá-lo para fazer o exame da auto-escola - continuou. Tinha que ir cedinho e era uma fila enorme. Eu deixei ele lá sete e meia da manhã e voltei para casa. Um frio de doer e começou a cair uma garoínha. Fiquei morrendo de dó e pensei: vou levar uma blusa para ele. Como eu sei que ele é enjoado para roupas, peguei umas três japonas, cada uma de um tipo, e uns dois bonés, cada um de uma cor, para ele escolher. Ele devia estar com fome também, daí peguei umas bolachas e fiz uma garrafa térmica de café com leite. Já que eu não sabia quanto tempo ele ainda ia ficar lá, fiz um sanduíche de queijo com bastante manteiga e uma outra garrafinha com chocolate quente. Isso tudo e já era umas nove horas quando voltei e vi que ele ainda estava na fila e nem tinha andado nada de lugar. Parei o carro do outro lado da rua, peguei um boné e a garrafa térmica, um em cada mão, fiz “Pssssiu” e acenei para ele. Nada. Tentei assobiar mas não saiu direito, você sabe. Você acredita que o danado fingiu que não me viu e virou para o outro lado?
- Acredito, mãe.
- Aí eu buzinei e mostrei a bolacha e a japona e as outras pessoas da fila viram que era com ele e devem ter falado com ele, porque eu vi que apontavam para ele e para mim.
- E ele, mãe?
- Nada, só me olhou de lado e me mostrou o dedo com aquele gesto que ele sabe que eu não gosto que ele faça para ninguém. Muito menos para a mãe dele, né?